
Filme surreal de tão pretensioso,
London é um drama baseado em diálogos inócuos, que disseca o relacionamento conturbado de um casal jovem através de
flashbacks e lhe junta algumas vivências dispersas com as quais se cruzam durante uma festa. Primeiro filme de Hunter Richardson, nota-se ter mais olhos do que barriga pela forma como usa ambientes estilizados e vazios, em vão tentando preenchê-los com diálogos sobre Deus, droga e despeito.
London não é uma cidade, é o nome de uma mulher. O seu ex-namorado ainda continua obcecado por ela ao fim de seis meses de ruptura e a primeira cena é a única que se aproveita, deixando patente o que depois apenas será remoído até à exaustão. Os
flashbacks saturam rapidamente, tanto mais que até conversas inúteis têm direito a encenação (uma experiência com coelhos, os irmãos gémeos em que um sente o golpe dado ao outro, etc.)

A representação de Jessica Biel esgota-se no seu corpo maravilhosamente musculado (que esculpiu para
Blade Trinity). Ela e Chris Evans encontram-se em constante semi-nudez, ficando os diálogos a parecerem pausas entre exercícios no ginásio. Jason Statham exala dignidade no seu papel menos físico até à data, e cabe-lhe a ele, o único adulto entre adolescentes, confessar a sua impotência sexual. Em 2004, os três actores marcaram presença em
Celular.
London 2005
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