Domingo, Fevereiro 01, 2009

No Limite da Ilusão, de Marcel Langenegger

Um contabilista introvertido conhece um corretor que o introduz no mundo do sexo anónimo da alta roda e o ingénuo descobre que nem tudo são números e primeiro vicia-se (ainda que lhe saiam na rifa sexagenárias como Charlotte Rampling e ex-brasas como Natasha Henstridge) e depois apaixona-se. Mas não há refeições grátis…
Hugh Jackman e Ewan McGreggor são os dois chamarizes de No Limite da Ilusão, ainda que no cartaz o rosto de McGreggor mal se veja, em detrimento de Michelle Williams. O primeiro filme de Marcel Langenegger apresenta-se como um thriller erótico mas, desembrulhado, é demasiado sensaborão e previsível para convencer. Consciente da banalidade da história, a realização tenta investir num sólido profissionalismo visual, mas trata-se de uma espiral no vazio que rapidamente se esgota.
O argumento decepcionante é de Mark Bomback, o mesmo do inane Godsend (2004), que plagia descaradamente a ideia geral de Bad Influence (1990) e desbarata actores e meios de produção. Com um ritmo demasiado lento e uma narrativa sem surpresas, nem a sensual banda sonora de Ramin Djawadi (da escola Hans Zimmer) salva o projecto, ainda que Michelle Williams nunca tenha estado tão bela.
Muito se tem falado num plothole que envolve a explosão de um apartamento, mas então os mais óbvios? Como é que alguém vê dois telemóveis iguais em cima de uma mesa e não tenta certificar-se de que pegou no seu? E como é que um economista ingénuo e sem laços ao mundo do crime conseguiria num fim de semana um passaporte falso com qualidade suficiente para convencer um Banco a entregar-lhe 20 milhões de dólares?
Deception 2008

1 Comments:

Blogger Robinson said...

Concordo!!!!
Uma mistura barata de Woody Allen com qualquer outra coisa que ele vê ... (Match Point) rs!

Clube do Sexo deveria ser o nome do filme rs!

12/09/2009 10:07 PM  

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