Revolutionary Road, de Sam Mendes
Sam Mendes continua no seu trajecto descendente, o que não pode ser explicado por ter começado no topo (Beleza Americana, 1999), mas porque os seus filmes seguintes (Caminho Para A Perdição, 2002 e Máquina Zero, 2005) têm sido decepcionantes.
Revolutionary Road é o nome de uma rua que bem podia chamar-se Rua Aborrecida. Os seus moradores são entediantes e os protagonistas maníaco-depressivos. Leonardo DiCaprio parece uma criança mimada a brincar às casinhas e Kate Winslet meramente neurótica. Ambos formam um casal infeliz, cujas discussões inócuas se arrastam sem interesse. O filme não tem mais a oferecer do que isso. Nem o facto de o casal de Titanic (1997) se reunir novamente (Kathy Bates também entra em ambos filmes) serve de chamariz. Ou Winslet ser dirigida pelo marido.
Revolutionary Road 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
2 Comments:
Olá Ricardo.
Confesso que discordo ao afirmares que REVOLUTIONARY ROAD é uma obra entediante. É um facto que este tipo de história já foi feita antes - o próprio BELEZA AMERICANA possuía elementos que são aqui aludidos - mas é impossível não ficar rendido às interpretações de Winslet e Michael Shannon, à fotografia ou à banda sonora.
Abraço.
O filme é uma tristeza.
Thomas Newman já fez bandas sonoras muito melhores do que esta coisa suporífera... Perfume de Mulher, Erin Brockovich, até WALL-E este verão. E eu tenho o CD do R. Road.
Kate Winslet está bem, mas ela está sempre bem e aqui não se destaca.
O Shannon continua o trajecto de Bug, também não faz nada de novo.
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