O Sorriso das Estrelas, de George C. Wolfe
A máxima de Nicholas Sparks sempre foi que a vida é um mar de lágrimas, com um ou outro dia menos mau, e este filme não foge à regra. Adaptação de mais uma das suas novelas, O Sorriso das Estrelas é um filme para amantes com reumático, cheio de desgostos e um romance muito à pressão. O cenário para a paixão é bonito, mas muito mal aproveitado. Para além de um casarão (saído de uma história de terror) construído na praia, pouco se vê da localidade. O mais certo é não encaminhar turistas para Rodanthe, na Carolina do Norte.
Nicholas Sparks anda a fazer chorar o celulóide desde 1999, com As Palavras Que Nunca Te Direi, e desta vez volta a juntar Diane Lane e Richard Gere, que se conheceram em Cotton Club (1984) e se separaram em Infiel (2002). Diane Lane apaixonara-se Sob o Sol da Toscânia, em 2003, mas esta história tem lugar em território de vendavais. Só geográficos.
O filme pretende dizer-nos que nunca é tarde para amar, mas que ainda há tempo para George C. Wolfe (realizador de telefilmes aqui pela primeira vez no grande ecrã) mudar de profissão. Filme tépido e serôdio que devia ter sido apaixonado e pungente. A parte final é um arrastar sem sentido. A banda sonora (de Jeanine Tesori), que poderia ter prestado um serviço decisivo a transmitir aquilo que não pode ver-se, falha miseravelmente.
Nights In Rodanthe 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
1 Comments:
"Sorriso das Estrelas é um filme para amantes com reumático" conta sempre comigo para filmes destes :D
gostei mesmo muito deste, mas o livro é melhor.
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