Como Perder Amigos e Alienar Outros, de Robert B. Weide
Comédia romântica invulgar, How To Lose Friends And Alienate People faz jus ao título, mas despista-se na comédia e desorienta-se no romance. Um jornalista de mexericos inglês é contratado por uma revista americana dedicada a celebridades, mas a sua visão destrutiva não corresponde à da nova publicação. Numa primeira fase, o jornalista tenta lutar contra a maré, desagradando uns e sendo ignorado por outros, mas vem a optar por se adaptar ao esquema de modo a atingir os seus objectivos imediatos e finalmente manda tudo às urtigas para apreciar as coisas simples da vida.
A parte romântica do filme falha pela falta de faísca do par. Ele ignora a presença dela como mulher e ela é demasiado condescendente com ele. Não é a primeira vez que Kirsten Dunst se relaciona com homens mais velhos (Entrevista com o Vampiro (1994) ter-lhe-á despoletado essa tendência), mas sente-se que Simon Pegg não é o seu estilo de homem. Pegg, pelo seu lado, percebe não estar ao nível dela e a sua representação ressente-se.
Baseado no livro autobiográfico de Toby Young (expulso das filmagens por incomodar realizador e actores), How To Lose Friends And Alienate People é um filme trapalhão, mal articulado e com um final feliz demasiado improvável. A moral da história é duvidosa: só se sobe na carreira a pisar o próximo (de preferência durante um medley musical) e quem não quer fazê-lo só pode desistir dos seus sonhos. Primeiro contrato da insossa Megan Fox, revelada por Transformers (2007).
How To Lose Friends And Alienate People 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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