Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Napoleon Dynamite – Um Novo Herói, de Jared Hess

Exemplo acabado de filme que é tão mau que se torna bom. Centrando-se na personagem desajuizada e desajustada de um estudante de liceu do Idaho rural, da sua família disfuncional e do início de mais um ano lectivo, Napoleon Dynamite vê-se com incredulidade até se perceber que é impossível evitar o riso, por vezes ao retardador, em momentos tão imbecis que se confundem com hilariantes. Nesta óptica, a abordagem pedestre é sublime e Jon Heder tem um timing perfeito, sendo que Jon Gries não lhe fica atrás.

Comédia de absurdo temperada com doses maciças de insensibilidade e recheada de troça e humilhação implacável, assim é a primeira longa metragem escrita e realizada por Jared Hess, uma espécie de prolongamento da sua curta metragem Peluca (2003), já com Jon Heder, e que em 2006 escreveu e realizou Nacho Libre, com Jack Black.

No cômputo geral de bilheteiras e DVD, Napoleon Dynamite arrecadou cem vezes em lucros aquilo que custou. Elvis Costello usara Napoleon Dynamite como pseudónimo em 1986, no álbum Blood And Chocolate, mas a produção do filme afirmou tratar-se de uma coincidência. A ideia do genérico está excelente, e convém mencionar que todos os pratos apresentados são comidos ao longo do filme. Por último, o solo de dança hip hop é memorável.

Napoleon Dynamite 2004

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