Olho Vivo, de Peter Segal
Quando o projecto começou a ser pensado em 1998, seria um veículo para Jim Carrey. Dez anos mais tarde sentou-se nele Steve Carrell. Nenhum deles se aproxima de Don Adams, o original Maxwell Smart, por isso o filme adequou-se à sua estrela. Assim, temos o Steve Carrell do costume, que sabe que é menosprezado e age de acordo, ao contrário do personagem da série televisiva, que achava ter o apelido adequado às suas capacidades.
A história é simples para incluir muitos gags independentes, mas a dada altura mais parece um retalho de cenas soltas, e nem uma especialmente bem conseguida. Após meia dúzia de piscadelas de olho à série, pisca também ao 007, com o wrestler Dalip Singh a imitar o Jaws de Moonraker. Anne Hathaway é um excelente contraponto a Steve Carrell, especialmente quando se provocam; o romance é demasiado forçado. O realizador de Onde é Que Pára a Policia 33 1/3 e Professor Chanfrado 2 aguenta as pontas, mas não faz mais do que isso.
Get smart 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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