Indetectável, de Gregory Hoblit
Gregory Hoblit chegou a ser um nome como o de M. Night Shyamalan, em que os seus filmes valiam pelo final surpreendente. Eram os tempos de A Raiz do Medo (que lançou Edward Norton) e de A Queda (com Denzel Washington). Frequência e Em Defesa da Honra já acusavam falta de frescura, mas o estilo incisivo de Hoblit mantinha a curiosidade. Entre 2002 e 2007, Hoblit apenas dirigiu um piloto de uma série de Stephen Bochco que nunca chegou a ser transmitido (NYPD 2069) e apresenta-se agora um ano após o falhado Ruptura, com o mesmo actor (Billy Burke) a fazer de polícia e a quarentona (43 anos) Diane Lane de agente do FBI.
Indetectável é um thriller serôdio e estático, com quatro cenas de torture porn, género que se julgava extinto desde o flop de Cativeiro, do ano passado. Um assassino utiliza a internet para emitir ao vivo homicídios controlados, os quais são acelerados consoante o número de espectadores logados, e o departamento de crimes cibernéticos do FBI investiga. Agora, absurdo, absurdo, é um agente do FBI (Colin Hanks), em dores atrozes e a poucos minutos de morrer, na posse da identidade do assassino, enviar uma mensagem aos colegas, mas com uma pista enigmática, que só por acaso a heroína soluciona. Nem para denunciar o seu próprio assassino facilita...
O compositor Christopher Young está de volta ao seu registo clássico, o suspense que cimentou com pérolas como Copycat e Jennifer 8. Nada de novo, mas o suspense está garantido.
Indetectável não tem uma intriga provocante ou surpresas que sustenham o envolvimento do espectador. Vai lentamente do ponto A ao B quase sem tropeçar, mas ainda tenta fazer-nos passar por estúpidos quando o vilão desliga a parte eléctrica do carro da heroína e esta tem de partir o vidro para sair; então não sabe que não há um único veículo no mundo cuja porta não possa ser aberta por dentro, manualmente?
Untraceable 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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