Terça-feira, Setembro 02, 2008

Um Mal Nunca Vem Só, de Guy Ritchie

O primeiro filme de Guy Ritchie está cheio de jogadas inteligentes e é um directo descendente da onda criativa desencadeada por Pulp Fiction, onde diversas linhas narrativas se entrecruzam continuamente, com consequências ora cómicas, ora dramáticas. Longe ainda da excelência do seu projecto seguinte, Snatch – Porcos e Diamantes (2000), Um Mal Nunca Vem Só demonstra uma fluidez e eficiência usualmente ausentes das primeiras obras. Outro mérito é o de divulgar o talento de Jason Statham e a presença (e limitações) de Vinnie Jones.
A revista Total Film considera-o o 38º melhor filme jamais feito em Inglaterra e o guião, também da autoria do realizador, fê-lo arrecadar o Edgar Award da Mystery Writers of America em 2000. Nesse ano, o filme deu igualmente lugar a uma série (transmitida em 2005 pela SIC Radical). O cantor Sting tem um pequeno papel no filme e foi a esposa do cantor (Trudie Styler, produtora executiva) que apresentou Guy Ritchie a Madonna, com quem veio a casar.
O filme indiano Phir Hera Pheri (2006), feito em Bollywood, copia a mesma intriga que Um Mal Nunca Vem Só, ao ponto de traduzir do inglês para o hindu diálogos inteiros (esse filme é o segundo de uma trilogia). Por sua vez, a história de Um Mal Nunca Vem Só tem muitas semelhanças com o caso real conhecido como Wonderland Murders, ocorrido em Los Angeles em 1981, que envolveu um roubo a um barão da droga e envolveu armas antigas de colecção (caso que se tornou conhecido por envolver o pornstar John Holmes). Em 2001 foi inventado um jogo de tabuleiro baseado no filme, mas não chegou a ser produzido por Guy Ritchie e Mathew Vaughn (produtor) estarem demasiado ocupados.
Lock Stock and Two Smoking Barrels 1998

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