Domingo, Setembro 07, 2008

O Filho do Rambow, de Garth Jennings

O realizador de À boleia pela galáxia traz-nos um filme pessoal, passado na Inglaterra rural do início dos anos 80, sobre dois miúdos que realizam um filme amador para competirem num concurso a nível nacional. Ambos alunos de um colégio tradicional britânico, a única figura paterna que um deles tem é o irmão mais velho que o ignora e o outro a memória de um pai que morreu electrocutado. Daí que o seu filme se intitule O Filho de Rambow, herói preso na selva da imaginação e que precisa de ser resgatado para unir a célula familiar.

O filme (dentro do filme), assim como a relação entre os dois meninos, vai conhecer muitas influências, enriquecendo com todas elas, e o que começa como um projecto individual acaba por ter a adesão em massa dos colegas. O Filho do Rambow é irreverente, sensível onde é preciso (de notar especialmente o que ocorre na carrinha de regresso dos estudantes de intercâmbio franceses), e consegue um certo revivalismo a um público que já se aproxime da barreira dos quarenta. De resto, é simpático, mas bastante desigual. Uma irreverência curiosa é o facto de um dos meninos fazer cópias piratas dos filmes que passam no cinema local, gravando-os com a sua câmara betacam, mostrando que essa prática já vem de trás.

Son of Rambow 2007

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