The Darwin Awards – Selecção Natural, de Finn Taylor
Pela sua construção episódica, Selecção Natural é um filme claramente falhado, mas isso não impede que algumas das suas parcelas mereçam atenção. Há inúmeros gags que no mínimo nos deixam bem dispostos e a química entre Joseph Fiennes e Winona Ryder pode não ser muita, mas ainda se sente alguma corrente. Para quem goste de contá-los, há um elevado número de actores conhecidos em cameos e até se assiste à interrupção de um concerto dos Metallica

O terceiro filme de Finn Taylor é uma paródia à psicologia do comportamento, com um profiler da polícia que desmaia à visão de sangue e, depois de ser despedido por ter deixado um assassino fugir (independentemente da sua contribuição imprescindível para a identificação do criminoso), propõe-se a uma agência de seguros como sendo capaz de calcular a variável que determina quais os titulares de apólice que constituem um risco exagerado, podendo assim evitar o pagamento de prémios que de outra forma seriam atribuídos a acidente. Infelizmente Joseph Fiennes ainda não foi capaz de igualar a forma que atingiu em A Paixão de Shakespeare (1998), depois do fracasso de Killing Me Softly (2002), e Winona Ryder nunca recuperou totalmente de ter sido apanhada a furtar artigos no Sears de Nova Iorque.

The Darwin Awards 2006
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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