O Oh de Ohio, de Billy Kent
Parker Posey e Paul Rudd são um casal insatisfeito. Ele nunca lhe conseguiu dar um orgasmo e ela não sabe o que isso é. Até ao dia em que experimenta um vibrador e não quer outra coisa.
O Oh de Ohio é uma comédia sexual sobre frigidez e outras neuroses sexualmente associadas. Parker Posey, muitas vezes apelidada de rainha do cinema indie, prova uma vez mais quão difícil é destroná-la. A cena em que tem um orgasmo em plena sala de reuniões, com um pager dentro das cuecas, está muito acima da prestação icónica de Meg Ryan em Um Amor Inevitável. Infelizmente, o filme atinge o seu pico exactamente nessa cena, sendo que a segunda parte decorre em morte lenta.
Aparentemente, para uma mulher clinicamente frígida, a solução orgástica reside apenas num vibrador ou num anão (no caso, Danny DeVito). Tanto o marido como todos os homens que engata em bares e discotecas resultam em frustração. O guião presta muito menos atenção ao marido, Paul Rudd, e à sua crise de meia idade, que culmina num caso com uma aluna (Mischa Barton).
Em conclusão, as gargalhadas da primeira hora prometem mas, gasto o depósito demasiado cedo, somos obrigados a empurrar o carro. Ao longo de uma Ohio maçadora.
O Evangelho Segundo Cinéfilo

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