O Ar Que Respiramos, de Jieho Lee
Pequenas histórias de crime e castigo que fluem umas nas outras com a destreza de um grande cineasta, mas as possivelmente bem intencionadas lições de vida perdem-se na violência excessivamente gráfica e maioritariamente escusada.
Tecnicamente, O Ar Que Respiramos não apresenta falhas. Impressiona pela forma concisa com que apresenta o complexo argumento de histórias que se entrecruzam, por vezes de forma meramente tangencial, pela imediata empatia que os personagens transmitem e pela qualidade estética do enquadramento, efeitos de câmara e filtros utilizados.
Para a sua primeira longa metragem, que demorou seis anos a concluir, o realizador e argumentista Jieho Lee rodeou-se de actores que souberam estimar o potencial da história: Forrest Whitaker, Brendan Fraser, Kevin Bacon, Julie Delpy, Sarah Michelle Gellar, Emile Hirsch, Kelly Hu e Andy Garcia. Contudo, o fatalismo e a extrema violência que acompanham a narrativa transformam-no num veículo de difícil digestão e a vacuidade emotiva faz questionar o seu propósito.
O Evangelho Segundo Cinéfilo

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