Sábado, Julho 19, 2008

Wimbledon – Encontro Perfeito, de Richard Loncraine

Comédia romântica com o ténis por pano de fundo. Kirsten Dunst está igual a si mesma, mas é Paul Bettany quem domina a película. Domina não será o termo adequado, visto que lhe cabe um papel típico à Hugh Grant (para quem o papel era, de início, destinado), cheio de dúvidas existenciais e a balbuciar grande parte das suas falas. De qualquer modo, Bettany é uma mudança agradável ao figurino, conduzindo o seu papel com desembaraço e sentido de humor.

O romance é simples e faltam-lhe os entraves que seriam de esperar, mas a ligeireza com que esvoaça distraem o suficiente até à dura e emocionante partida de ténis do clímax (a final de Wimbledon), com o pouco confiante Bettany a provar a sua estaleca. Sam Neil representa o severo pai da tenista interpretada por Dunst, mas dizer que o seu papel secundário é já dar-lhe demasiada importância.

Wimbledon é um filme etéreo e divertido, que peca infelizmente por ser parco em peripécias. A miserável achega portuguesa ao título, Encontro Perfeito, é disso prova. As dificuldades dentro do campo não são rivalizadas com os acontecimentos fora dele. A equipa por trás do filme é a mesma de Quatro Casamentos e Um Funeral e Nothing Hill, mas isso está longe de ser um bom cartão de visita, visto que ambos os filmes referidos, apesar do aparato mediático que os envolveu, são comédias ligeiras e banais. Wimbledon peca ainda por não ter nenhum peso pesado da comédia a roubar algumas gargalhadas, como era o caso de Rowan Atkinson em Quatro Casamentos e Um Funeral e Rhys Ifans em Nothing Hill. Também se nota a ausência de Ricard Curtis, argumentista dos dois filmes, em Wimbledon.

Wimbledon 2004

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